Conceição da Barra - Rica por natureza - sal-gema
O futuro está aqui!
Algas, Artêmias e Sal-gema.
Houve um tempo, quando o Instituto Tecnológico de São Paulo, uma das entidades mais sérias e conceituadas no campo da pesquisa nacional, apontava o litoral de nosso Estado como detentor do maior banco de laminárias do hemisfério sul, destacando os aspectos biológicos e econômicos das algas marinhas.
Convivemos durante um longo período com os biólogos Neyla Queje e Eurico Cabral de Oliveira Filho, conhecedores e pesquisadores que defendiam, com dados incontestáveis, o valor da maior floresta de laminárias do país, colocando em grau de importância a produção do ácido algínico, seus sais e ésteres.
Para se avaliar, em termos apenas superficiais, a influência da nossa floresta de laminárias, em profundidades econômicas e viáveis no litoral de Conceição da Barra, será oportuno identificar a multiplicidade de seu uso industrial e a presença no segmento de alimentação (cremes, pudins, sorvetes, queijos, preservação de carnes e peixes, xaropes, produtos dietéticos, entre outros), na indústria farmacêutica (cosméticos, cápsulas, suspensão de antibióticos e gazes cirúrgicos) e em outros segmentos industriais (cerâmicas, tintas, borracha, produto de limpeza, tecidos e papéis), chegando a ultrapassar uma centena de aplicações e usos.
Conceição da Barra, apesar do esquecimento que nós temos emprestado ao seu potencial de riquezas terrestres e marítimas, ainda detém a maior jazida de sal-gema da América Latina, com uma reserva estimada pela Petrobrás em cerca de 19 bilhões de toneladas, com índice de cloreto de sódio que chega a 95% com extensão de 60 quilômetros, em lâminas de 10 metros de espessura.
As algas marinhas e o sal-gema têm variada utilização mercadológica, valendo destacar que é matéria-prima para produção de porcelana, têxteis, armas bélicas, borracha sintética, óleos vegetais, produtos farmacêuticos, inseticidas, tintas, purificação de gazes, fertilizantes, corretivos agrícolas e tratamento de sistema de abastecimento, transformando-se em matéria de desenvolvimento da vida moderna.
Volta a nossa esquecida Conceição da Barra, mais uma vez, a sofrer a desatenção de nossas lideranças. Lá está também a maior produção de artêmias do Brasil. É um crustáceo, hoje felizmente no interesse de grupos franceses, que têm grande futuro industrial, porque é rico em proteínas, vitaminas e sais minerais. É o alimento ideal para alimentar cardumes, oferecendo ainda condições de combate ao raquitismo, produzindo o caresteno assegurando a produção do famoso ômega 3. E tudo isso ali em Conceição da Barra, esperando um olhar voltado para o futuro. Acredito que esta nova leva de empresários e investidores que estão chegando aceitem esses desafios.
FONTE: Cacau Monjardim no Gazetaonline
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